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A vida de uma cuckquean paulistana

Sou julgada por todos, mas não me importo: ela sente prazer em ser traída

Matéria original clique aqui.

Elas sentem prazer ao ver, ouvir ou até imaginar seus parceiros com outras mulheres. Muitas, inclusive, se excitam ao serem chamadas de "cornas" durante o ato, tudo de forma explícita e consensual.

Dentro de uma esfera, muitas vezes, paralela, são as mulheres conhecidas como "cuckqueans". O termo vem do inglês: 'cuck' (corna) e 'quean' (mulher promíscua). E, embora soe pejorativo, para quem vive o fetiche, pode ser parte do jogo simbólico, funcionando, inclusive, como a cereja do bolo da fantasia.

Eu tinha 16 anos quando compartilhei meu parceiro com outra mulher pela primeira vez, mas só mais de 10 anos depois fui entender que aquilo se tratava de um fetiche, conta Sasha Cuck.

Sasha Cuck

Atualmente, aos 30 anos, ela vive um relacionamento estável com o seu companheiro, conhecido como "Lord", de 32 anos. Ela, submissa. Ele, dominador. Na dinâmica amorosa do casal, apenas ele se relaciona com outras mulheres, podendo escolher incluí-la ou não nas experiências, conforme acordado entre ambos.

Ela explica que, assim como qualquer relacionamento convencional, práticas fetichistas exigem diálogo claro, além de acordos pré-definidos.

"Antes de tudo, conversamos entre nós como casal, depois com a convidada para alinhar limites e expectativas. Após o encontro, voltamos a conversar com ela e entre nós, avaliando o que funcionou, o que pode melhorar. Também temos sinais combinados para interromper a cena, caso algo não esteja fluindo. Reforçamos que todos devem se sentir seguros e à vontade para parar a qualquer momento. Consentimento e cuidado são inegociáveis", diz.

Em suas redes sociais, ela compartilha suas experiências e reflexões, onde busca ampliar a discussão com quem realmente vive ou estuda o tema

Prefiro trocar com pessoas que conhecem o fetiche. Já tentei conversar com amigos de mente aberta, mas houve julgamento até por parte de quem vive relacionamentos abertos, revela.

Uma fantasia, não uma traição

Engana-se quem pensa que tudo funciona de forma desorganizada ou sem limites. Sasha também reconhece que emoções humanas, como o ciúmes, fazem parte da experiência e não tenta escondê-las.

Já senti [ciúmes] sim. Mas, em vez de fazer drama, eu observo, converso com meu parceiro, entendo o que me incomodou. O problema não é sentir, é o que você faz com isso.

Também há um componente de submissão envolvido, que, para Sasha, está inteiramente ligado ao prazer.

"Ser submissa, nesse contexto, não é renunciar ao meu prazer. É sentir prazer ao ver o outro ter prazer. É uma entrega consciente, baseada em confiança."

Na maioria das vezes, esse fetiche caminha junto com práticas de BDSM (sigla para Bondage, Disciplina, Dominação, Submissão, Sadismo e Masoquismo).

"Traída" por escolha

Para a maioria das pessoas, o termo traição costuma vir carregado de dor, mentiras e até mesmo traumas.

E por isso mesmo o fetiche da cuckquean pode causar estranhamento: afinal, como sentir prazer em algo associado ao sofrimento?

No nosso caso, tudo é consensual, acordado e seguro. Eu sinto prazer verdadeiro, não é uma tentativa de transformar sofrimento em excitação. Uma traição real dói. Aqui, o que sentimos é o oposto: é adrenalina, excitação e orgasmo. Tudo dentro do que foi combinado, explica.

Sasha ainda usa uma analogia para exemplificar seus sentimentos durante suas experiências com outra mulher envolvida.

"Imagine que você está numa montanha russa. Quando você vai subir, dá aquele frio na barriga, um pouco de medo às vezes, mas você confia que tudo é seguro e que vai ficar tudo bem. Então você sobe e começa a aventura, você sente aquela adrenalina que te dá muito prazer até chegar ao 'ápice'. Quando acaba, sai mais relaxada, aliviada e satisfeita", diz.

Duplamente julgadas

Se no universo do fetiche masculino o cuckold (homem que sente prazer ao ver a parceira com outros) já encontrou algum espaço, as mulheres que vivem o papel oposto ainda sofrem mais resistência.

Se a mulher é dominadora, é empoderamento. Se é submissa, machismo. Se é hotwife, aplausos. Se é cuckquean, críticas. Eu fico entre os dois extremos e acabo criticada de todos os lados, mas não me importo. Quero viver o meu prazer da forma que me faz feliz, afirma.

Sasha também busca aprofundar seu autoconhecimento por meio da leitura de artigos científicos sobre o tema e já passou por sessões de psicanálise, que considera uma ferramenta importante para compreender seus  e estabelecer seus limites com mais clareza.

Para a paulistana, viver o fetiche de ser cuckquean é, acima de tudo, um exercício de autonomia sobre o próprio desejo; uma fuga das tentativas de encaixar o prazer feminino em moldes específico.

Acredito que essa fantasia revela, acima de tudo, o quanto ainda temos dificuldade de aceitar que o prazer feminino pode ser profundamente pessoal. Ela não é fruto de repressão ou imposição social, é algo que escolho viver porque me realiza, pontua.


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